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Organizando as Finanças

5 passos para vencer a desorganização financeira

Organização financeira é, sem dúvidas, um dos temas mais importantes na área de finanças pessoais. Quando não se sabe quanto ganha, quanto gasta e muito menos, para onde vai  dinheiro, não só as conquistas financeiras ficam cada vez mais distantes como a rotina financeira diária é resultado do acaso.

Eu costumo dizer que o desorganizado financeiro sofre de uma doença chamada “achismo”. Eu acho que gasto tanto, eu acho que o dinheiro vai dar, eu acho que consigo comprar.

Primeiro de tudo, preciso contar que o desorganizado financeiro não está sozinho nesse desafio: 25% da população, ou seja, um em cada quatro brasileiros sofre de desorganização financeira crônica, liderada principalmente por dois grandes conhecidos da vida de qualquer um de nós: o cartão de crédito e o cheque especial. Quem tem dificuldade para administrar as contas do dia-a-dia, tem mais dificuldade ainda para administrar limites e vencimentos dessas formas de crédito, sendo que os atrasos no pagamento são os maiores responsáveis pelo endividamento brasileiro. Uma vez iniciada a bola de neve, é difícil pará-la. Mas e aí, como sair dessa?

A resposta é mais conhecida do que se pode imaginar. Já ouviu falar no provérbio: conhece-te a ti mesmo? Para organizar a vida financeira, esse é o inicio de tudo. O desorganizado precisa saber quanto efetivamente entra no seu bolso após todos os descontos no contra-cheque e para onde vai seu dinheiro. Nada de achismos. O negócio aqui é ter certeza. Quanto da receita vai para as despesas fixas, quanto vai para as despesas variáveis e quanto deveria ser destinado para projetos de longo prazo.

Ao longo dos meus 15 anos de educadora financeira, já vi muita gente com medo de colocar os números no papel, com receio de registrar para si mesmo as escolhas financeiras erradas que já fez. Um fluxo de caixa (que é como chamamos o registro de receitas e despesas) é uma foto da vida financeira atual. É preciso enxergá-la. Fugir não vai resolver. Se o problema é que planilhas são difíceis de mexer, um caderno ou um aplicativo funcionam muito bem. Veja como o processo pode ser simples quando o quebramos em pequenas partes:

Passo 1: anote quanto você ganha. Lembre-se de todas as fontes de renda: comissão, bico, salário, bônus.

Passo 2: anote suas despesas fixas, que são aquelas que não mudam, mesmo que você não use. Por exemplo, prestação da casa, condomínio, escola das crianças.

Passo 3: anote as suas despesas variáveis: lazer, roupas, passeios. Mesmo que os valores sejam baixinhos, é preciso anotá-los. É o único modo de saber se o dinheiro está sendo gasto em demasia com coisas sem importância, por impulso, ou ainda, sendo gasto de forma despercebida.

Passo 4: anote as despesas futuras, como prestações de compras já feitas e eventuais dívidas.

Passo 5: planeje despesas futuras e estabeleça metas para alguns passeios ou presentes que acabam sendo comprados sempre nos mesmos meses do ano, como Dia das Mães ou aniversário de alguma pessoa querida.

O desorganizado precisa ter coragem. Só enfrentando os números, cortando gastos desnecessários e negociando eventuais dívidas e despesas exageradamente altas é que é possível traçar caminhos para a realização de sonhos e a viabilização da tal liberdade financeira. A organização financeira é a porta de entrada para uma vida financeira tranquila e sob controle. Viver pagando jurinhos por aí ou poupando muito menos do que poderíamos é jogar dinheiro no lixo, e todos nós merecemos muito mais do que simplesmente sobreviver financeiramente.

Um beijo e vejo você no próximo conteúdo sobre finanças pessoais!

Carol Stange.